Carreira e Mercado de Trabalho

Mulheres no mercado de trabalho: conheça a rotina daquelas que lutam por seu espaço na Saúde

Postado em 20 de janeiro de 2022 - Atualizado em 19 de março de 2026

Mesmo diante dos avanços conquistados nos últimos anos, homens e mulheres ainda estão posicionados de forma muito diferente na estrutura ocupacional brasileira. Segundo dados do relatório Global Gender Gap Report (2020), do Fórum Econômico Mundial, o Brasil detém apenas a 130º posição em relação à igualdade de gênero salarial, o que evidencia as adversidades das mulheres no mercado de trabalho.

No setor de saúde, apesar da intensa presença feminina, as disparidades salariais e a majoritária presença masculina nos cargos de gestão reforçam a segregação de gênero, obstáculo que deve ser combatido no viés coletivo, com o aumento da participação das mulheres na formulação de políticas públicas de equidade, e no viés individual, com a busca contínua por qualificação profissional para “furar a bolha” dos cargos estratégicos.

Hoje vamos nos ater a essa segunda variável, abordando o quanto a especialização pode fazer diferença, especialmente na trajetória feminina no setor de saúde!

A resistência à participação das mulheres no mercado de trabalho

Lamentavelmente, as manifestações sociais que fomentam a desigualdade de gênero estão presentes ao longo de toda história humana, mas seus preconceitos e violações foram levados à discussão pública partir dos questionamentos e contestações trazidos pelos movimentos feministas, ainda no século XVIII (na esteira das revoluções liberais).

Da exclusão do direito ao voto, passando pelas limitações à formação escolar e impossibilidade de inserção no universo laboral, muitos paradigmas foram quebrados com o passar dos séculos, mas especificamente no mercado de trabalho, as mulheres ainda enfrentam imensas dificuldades de afirmação e crescimento profissional.

Dados que comprovam

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, as mulheres ganharam, em média, 77% do salário dos homens. E as razões para esse desnível são as mais diversas, da falta de representatividade à “punição social” da assistência materna.

Nesse cenário, cabe recordar um estudo desenvolvido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, que mostra que, na Dinamarca, por exemplo, as mulheres são vítimas de um declínio salarial médio de 20% a partir do nascimento do primeiro filho.

Entretanto, para além da necessidade de buscar alterações legais (como atualização das leis de afastamento parental, que jogam unicamente sobre a mulher a responsabilidade de amparo aos filhos), há muitos levantamentos que esclarecem que, na esfera individual, maior qualificação das mulheres no mercado de trabalho dilui as diferenças salariais, e as impulsiona ao alcance de cargos de gestão com maior facilidade.

Na última pesquisa remuneratória conduzida pela Catho, em 2018, constatou-se que a realização de cursos de pós-graduação podem aumentar os salários (de homens e mulheres) em até 188%, sendo que, em cargos de coordenação, por exemplo, uma especialização pode ampliar a remuneração dos profissionais em até 53,7%.

Especificamente no que tange à luta por igualdade salarial, o mesmo estudo da Catho ainda informa que, enquanto em alguns cargos de nível superior (não ligados à liderança), a diferença entre os gêneros chega a 35%, as mulheres que alcançam postos de coordenação (geralmente, dotadas de formação acima da graduação) reduzem esse desvio para apenas 15%.

A qualificação é um caminho para mitigar assimetrias, dilatar as oportunidades no mercado e facilitar a ascensão profissional.

Mulher com estetoscópio simbolizando mulheres no mercado de trabalho da área da saúde

Os principais desafios encarados pelas mulheres no setor de saúde

Quando olhamos para a área assistencial, percebemos que os desafios enfrentados pelas mulheres neste ambiente não são menos graves.

Atualmente, o contingente feminino no setor de saúde corresponde a 72% do total de trabalhadores. Contudo, em postos de gestão, ganham em média 37% do que recebem os homens em funções assemelhadas. Particularmente na área de saúde, há ainda outras questões, como:

  • pouca autonomia laboral;
  • baixa visibilidade para cargos de chefia;
  • divisão laboral tradicionalmente desfavorável às mulheres;
  • jornadas contínuas no trabalho (em plantões) e na vida pessoal.

O que muitas organizações não se dão conta é que (segundo o relatório Women in Business and Management, organizado pela ONU em 2019) empresas com líderes femininas têm resultados até 20 vezes melhores. Isso se explica por múltiplos fatores, a começar pelo maior tempo de escolarização média da mulher. Mas não é somente isso.

Um levantamento publicado pela Harvard Business Review revelou que as mulheres no mercado de trabalho tendem a agregar maior capacidade de relacionamento em equipe, atenção aos detalhes, resiliência, sensibilidade aguçada e capacidade multitarefas (mesmo, em geral, carregando mais atribuições do que os homens).

A participação feminina transforma positivamente o ambiente corporativo, ainda mais no setor de saúde, segmento que exige empatia, olhar humano e capacidade de análise. Felizmente, em áreas como Enfermagem e Psicologia, a presença das mulheres ultrapassa os 80% na assistência à saúde nacional (público e privada).

As mudanças que poderiam ser feitas para levar mais lideranças femininas à saúde

Muitas transformações devem ser implementadas para diluir as discrepâncias entre homens e mulheres, inclusive no segmento médico.

Estímulos fiscais para promoção da equidade de gêneros

Para ampliar a presença feminina em cargos estratégicos na saúde, o Estado pode oferecer incentivos fiscais a empresas que cumpram metas mínimas de liderança feminina.

Ampliação da presença da mulher na política

Outra medida importante é ampliar o empoderamento político feminino. Lembra do estudo do Fórum Econômico Mundial, citado na introdução deste artigo? O documento identifica correlação direta entre alta participação política feminina e maior presença de mulheres em cargos de liderança.

Estímulo à qualificação acadêmica das mulheres no setor de saúde

A título de exemplo, uma enfermeira com formação multifacetada expande, exponencialmente, seu raio de atuação para além das emergências e das salas de coleta de exames. A realização de uma pós-graduação valorizada possibilita abrir caminho para atuar na área de Enfermagem Obstétrica, Enfermagem em Centro Cirúrgico, ou no segmento de Saúde Mental, Cuidados Paliativos e Atenção Domiciliar.

E nessa perspectiva, obviamente, quanto maior a autoridade científica acreditada por cursos e especializações, maiores as possibilidades de ocupação de postos de liderança.

A contribuição da pós-graduação para inserção da mulher mercado de trabalho da saúde

A capacitação permanente acelera a carreira das mulheres rumo ao sucesso, independentemente das necessárias reivindicações por equidade de gênero.

Uma psicóloga que conta apenas com a graduação, certamente poderá ter mais dificuldade de inserção profissional do que outra, que acaba de concluir seu Mestrado em Ciências Aplicadas ao Câncer, por exemplo.

Ao ampliar sua formação além da Psicologia Clínica, a profissional pode atuar como gestora ou coordenadora em instituições oncológicas. O mesmo vale para uma médica com certificação em cirurgia robótica, ou uma dentista especializada em Ortodontia.

Há ainda muito a lutar pelos espaços de poder. Contudo, em meio a esse vagaroso processo de avanço, é imprescindível não deixar de lado a necessidade de se atualizar. Dessa forma, você afirma, em todos os momentos, o cientificismo e expertise nas mais diversas vertentes das Ciências Médicas.

A pós-graduação impulsiona a inserção e o crescimento das mulheres no mercado, mas você sabe qual curso combina mais com seu perfil? Fique tranquila, preparamos um teste exclusivo para avaliar seu perfil profissional e indicar qual é a especialização mais perfeita ao seu contexto! Acesse nosso quiz e descubra!

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FAQ: dúvidas frequentes

1. Qual é o cenário atual da desigualdade salarial de gênero no Brasil?

O Brasil ocupa a 130ª posição global em igualdade salarial. No setor de saúde, embora as mulheres sejam 72% da força de trabalho, elas ainda ganham, em média, 37% menos que os homens em cargos de gestão, evidenciando uma forte segregação nos postos estratégicos.

2. Como a pós-graduação ajuda a reduzir a diferença salarial para mulheres?

Estudos indicam que a especialização pode aumentar salários em até 188%. Em cargos de coordenação, onde a exigência de formação é maior, a diferença salarial entre gêneros cai para 15%, mostrando que a qualificação dilui as assimetrias do mercado.

3. Quais são os principais obstáculos para as mulheres na gestão em saúde?

Os desafios incluem a baixa visibilidade para cargos de chefia, pouca autonomia laboral e a “punição social” da maternidade. Muitas vezes, a jornada dupla entre plantões e cuidados familiares sobrecarrega a profissional, dificultando a ascensão a postos de diretoria.

4. Por que empresas com lideranças femininas apresentam melhores resultados?

Relatórios da ONU e Harvard indicam resultados até 20 vezes melhores. Isso ocorre devido à maior escolaridade média feminina e habilidades como resiliência, atenção aos detalhes, capacidade multitarefa e um olhar mais humanizado e empático, essenciais na saúde.

5. Como a especialização acadêmica acelera a carreira feminina na saúde?

Cursos de pós-graduação, como Enfermagem Obstétrica ou Certificação em Cirurgia Robótica, conferem autoridade científica e expandem o raio de atuação. Isso permite que profissionais saiam da assistência básica para assumir coordenações em instituições de alta complexidade.

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