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Conheça a História da Medicina e saiba como ela influencia os médicos nos dias de hoje!

Postado em 16 de setembro de 2021

A História da Medicina é uma disciplina com importantes contribuições para lidar com os desafios atuais. A partir dela, entendemos os princípios, métodos e ideias que orientavam os tratamentos em diferentes épocas, formando um aprendizado contínuo e buscando inspiração para soluções adequadas aos dias de hoje.

Com a pandemia do Covid-19, o presente da Medicina se tornou bastante desafiador, e o conhecimento acumulado ao longo de séculos é uma das ferramentas para enfrentar os desafios mais recentes. Não por acaso, quem se identifica com a área pode se inspirar no passado para ter ainda mais convicção sobre a sua escolha profissional.

Neste conteúdo, resumimos um pouco desta história e apontamos a importância do conhecimento do passado pelas pessoas que desejam passar em Medicina e seguir carreira na área da saúde. Continue a leitura!

Qual é a origem da Medicina?

A História da Medicina está ligada às primeiras civilizações. Ainda que antes pudéssemos encontrar práticas voltadas para lidar com ferimentos e doenças, como a trepanação craniana — que conta com registros de mais de 10 mil anos atrás — o primeiro documento sobre a atuação de um médico surge com a formação de sociedades organizadas.

É comum, por exemplo, atribuir à medicina egípcia o título de mais antiga do mundo. Nesse sentido, o primeiro médico da história seria Imhotep (2655 a.C. – 2600 a.C.), que deixou um tratado com 48 casos médicos, organizados em secções, como diagnóstico e possibilidade de tratamento, no papiro de Edwim Smith.

Outro fato relevante é que a atuação do médico já era regulamentada no primeiro Código de leis que se tem registro. A legislação criada pelo Rei Hamurabi entre 1792 a.C. e 1750 a.C. previa obrigações, como o pagamento em caso de cura de doenças dos olhos e feridas graves, assim como a responsabilidade em caso de insucesso do tratamento que punia o médico amputando suas mãos.

Vale ressaltar que a Medicina não se inicia em um único local. No Oriente, por exemplo, existe registro do primeiro livro com práticas de medicina chinesa, notadamente a acupuntura, no livro Nei Ching do imperador Huang Ti, que viveu no período entre 2.698 a.C. a 2.598 a.C. Na prática, diversos povos, como egípcios, chineses, babilônios, hebreus e hindus, tiveram práticas ligadas à medicina, nascidas nos anos em que se tem os primeiros documentos.

Por que a história da Medicina é importante?

A História da Medicina como um campo do conhecimento está ligada à Grécia Antiga. Nesse período, Hipócrates (460 a.C. – 377 a.C.) foi responsável pelo reconhecimento da Medicina como uma área autônoma em relação à Filosofia e desvinculada das artes místicas.

Para isso, o pai da Medicina introduziu princípios teóricos importantes, que destacam essas atividades das demais áreas. Em sua época, enquanto a Filosofia buscava leis universas e causas únicas, o pensamento de Hipócrates admitia a possibilidade de múltiplas causas para as doenças.

Além disso, a observação do paciente seria a principal linha condutora para fazer os diagnósticos e propor os tratamentos, em vez de se pautar apenas na dedução a partir de ideias preconcebidas.

Aliás, ainda hoje, o juramento de Hipócrates, que traz princípios éticos para orientar a conduta dos profissionais da medicina, é recitado pelos graduados no curso.

Medicina Moderna

Após a autonomia, a próxima grande transformação ocorre na Idade Moderna. Isso não significa que não houve avanços médicos importantes, registros de doenças e tratamentos no restante da Idade Antiga e Idade Média, mas, sim, que a Modernidade marca o nascimento da Medicina como disciplina mais próxima do que vemos nos dias atuais.

Até a Idade Média, as ciências se desenvolviam tendo a religião como parâmetro, ou seja, atuavam naquilo que não afrontavam os dogmas fundamentais da Igreja. A partir do Renascimento, os cientistas rompem com a ordem tradicional, e começa o desenvolvimento do método científico.

Embora o propósito do cientista e do médico sejam distintos — o cientista tenta descobrir a verdade a partir de evidências e o médico busca a saúde como fim — ou seja, as atividades são complementares. Os avanços científicos e, mais a frente, tecnológicos, abrem caminho para diagnósticos, prevenção e tratamento.

médico clicando na tela em símbolos relacionados à saúde, representando a história da medicina

Medicina contemporânea

A Medicina atual utiliza bastante da tecnologia e de estudos científicos. Novos equipamentos, medicamentos, vacinas e métodos de trabalho surgem frequentemente dessa união. Vimos isso, por exemplo, no combate à Covid-19, com o desenvolvimento de vacinas que se utilizam do RNA mensageiro.

Perceba que a História da Medicina é uma importante disciplina para entender a evolução do pensamento médico, métodos de pesquisa e formas de tratamento ao longo dos séculos. Com isso, o profissional não apenas contextualiza seus conhecimentos e práticas, como entende a origem e os princípios por trás das soluções que o médico utiliza no dia a dia.

Quais são os grandes nomes da Medicina?

Os estudos e práticas da Medicina são marcados pela contribuição não apenas de diversos povos, como de incontáveis pesquisadores e médicos. Já citamos alguns deles, como Imhotep e Hipócrates, mas a Medicina Moderna traz diversos outros casos.

Andreas Vesalius (1514 – 1564), por exemplo, foi o responsável por sistematizar os estudos sobre anatomia humana, a partir da dissecação de cadáveres de pessoas e animais, ainda no séc. XVI.

Já no séc. XVII, o comerciante Antony van Leeuwenhoek (1632 – 1723) realizou as primeiras observações e descrições de bactérias e protozoários. Nesse mesmo século, Willian Harvey (1578 – 1657) descreveu o sistema de circulação do sangue.

Podemos mencionar a criação da primeira vacina por Edward Jenner (1749 – 1823) como grande revolução na Medicina do séc. XVIII. Igualmente, merece destaque o desenvolvimento da anestesia por Crawford Long (1815 – 1878), que só veio a existir no séc. XIX.

Mais recentemente, no século XX, Alexander Fleming (1881 – 1955) criou o primeiro antibiótico da humanidade: a penicilina. Além dele, Maurice Wilkins (1916 – 2004) trouxe um novo campo para os cientistas com a descoberta do DNA em 1953.

Vale ressaltar que o estudo da Medicina acompanha as evoluções das disciplinas e descobertas realizadas ao longo da história. A primeira faculdade de Medicina, por exemplo, foi fundada no sul da Itália ainda no séc. XI.

No Brasil, as primeiras faculdades estão ligadas ao séc. XIX. Inclusive, a Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, que é a primeira instituição privada do estado, é uma das mais antigas, tendo sido fundada em 1950, completando mais de 70 anos de tradição. E esse legado é um dos principais motivos para o aluno escolher a faculdade.

Viu só? A História da Medicina traz importantes contribuições para a sociedade, contando com a participação de diferentes pessoas e povos. Além disso, ela é rica em conteúdos para que os futuros médicos possam entender a evolução dos estudos, tratamentos e práticas ao longo de séculos, enxergando as ideias por trás de suas atividades.

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