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Professor da FCM-MG, Sérgio Cançado, fala sobre efeito do álcool no corpo e consequências disso na direção de veículos

Postado em 28 de maio de 2026

A combinação entre álcool e direção representa um dos principais fatores de risco para acidentes de trânsito. Mesmo pequenas quantidades de bebida alcoólica podem afetar o funcionamento do cérebro, reduzindo reflexos, prejudicando a coordenação motora e comprometendo a capacidade de tomada de decisões.

Por esse motivo, especialistas alertam que álcool e direção não combinam, já que o consumo da substância interfere diretamente no sistema nervoso central e pode aumentar o risco de acidentes nas ruas e rodovias.

Confira alguns sintomas do álcool no corpo e quais as consequências de dirigir embriagado.

Como o álcool afeta o cérebro do motorista

O consumo de bebida alcoólica altera o funcionamento do sistema nervoso central, responsável por controlar movimentos, reflexos e raciocínio.

Segundo o professor do Internato de Neuroemergência da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG):

“O álcool tem vários efeitos no sistema nervoso central. Ele afeta, por exemplo, a coordenação motora, o que atrapalha o indivíduo na necessidade de tomar uma decisão na mudança de direção, eventualmente na troca de marcha ou ao fazer uma curva.”

Essas alterações tornam a condução do veículo mais perigosa, já que o motorista perde parte da capacidade de controlar os movimentos com precisão.

Confira a entrevista completa aqui.

Como o álcool e direção não combinam. Indivíduo que decide beber bebida alcoólica não deve dirigir

Álcool e direção prejudicam a tomada de decisões

Outro efeito importante da combinação entre álcool e direção é a alteração da capacidade de julgamento.

Situações comuns no trânsito exigem decisões rápidas, como:

  • frear diante de um obstáculo;
  • reduzir a velocidade;
  • parar no sinal amarelo;
  • mudar de faixa.

Segundo o professor da FCM-MG:

“O álcool também acessa outras áreas que estão relacionadas à tomada de decisão. Então, quando o indivíduo está definindo se vai frear ou passar pelo sinal amarelo, tudo isso pode estar prejudicado.”

Isso acontece porque o álcool interfere em áreas do cérebro responsáveis pelo planejamento e pela avaliação de riscos.

O aumento do tempo de reação ao volante

Outro risco importante da combinação entre álcool e direção é o aumento do tempo de reação.

Isso significa que o motorista demora mais tempo para responder a situações inesperadas no trânsito.

De acordo com o professor:

“Pode acontecer um aumento do tempo de reação. Se aparecer alguma situação inesperada que não está sendo prevista, o indivíduo vai demorar mais para responder.”

Esse atraso pode parecer pequeno, mas poucos segundos podem ser suficientes para causar acidentes graves.

Outros efeitos do álcool que prejudicam a direção

Além da coordenação motora e do tempo de reação, a mistura entre álcool e direção também pode causar:

  • redução da atenção;
  • diminuição dos reflexos;
  • dificuldade de concentração;
  • visão prejudicada;
  • falsa sensação de controle.

Esses fatores aumentam significativamente o risco de colisões e atropelamentos.

Confira o trabalho feito pelos alunos da FCM-MG do Internato de Saúde Coletiva para os Alcoólicos Anônimos.

O que diz a lei sobre álcool e direção

No Brasil, dirigir sob efeito de álcool é considerado uma infração gravíssima prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A chamada Lei Seca (Lei nº 11.705/2008) é referência mundial por estabelecer tolerância praticamente zero para a presença de álcool no organismo do motorista.

A lei, que em 2023 celebra 15 anos, foi responsável por significativas alterações nos costumes dos brasileiros no que tange à combinação de álcool e direção.

A legislação anterior autorizava a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue (o que equivalia a dois copos de cerveja). Quando a Lei Seca entrou em vigor, ela tolerava 0,1 mg de álcool por litro de sangue; hoje, o limite máximo permitido é de 0,05 mg/l.

As penalidades para aqueles que dirigem embriagados incluem:

  • multa elevada;
  • suspensão da carteira de habilitação;
  • retenção do veículo;
  • possibilidade de crime de trânsito.

Quem é o Dr. Sérgio Cançado?

O Dr. Sérgio Cançado é médico neurocirurgião, especialista no tratamento cirúrgico de epilepsias, tumores (glioma, glioblastoma), doenças do nervo trigêmeo e malformações do sistema nervoso.

Além disso, ele é professor do Internato de Neuroemergências da FCM-MG.

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FAQ: dúvidas frequentes

1. Por que álcool e direção não combinam?

Porque o álcool interfere no sistema nervoso central, prejudicando reflexos, coordenação motora e capacidade de julgamento do motorista.

2. O álcool aumenta o tempo de reação ao dirigir?

Sim. O motorista pode demorar mais para reagir a situações inesperadas no trânsito.

3. Mesmo pequenas quantidades de álcool podem afetar a direção?

Sim. Pequenas doses já podem reduzir a atenção e alterar a percepção de risco.

4. Dirigir após beber é crime no Brasil?

Sim. A legislação brasileira prevê penalidades severas para quem dirige sob efeito de álcool.

5. Quais são os riscos de dirigir após consumir álcool?

Os principais riscos são perda de reflexos, decisões equivocadas e aumento da probabilidade de acidentes.

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