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Dra. Renata Saliba alerta sobre câncer de mama em entrevistas

Postado em 28 de maio de 2026

O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais comum entre as mulheres e também uma das principais causas de morte feminina no Brasil. Apesar disso, quando o câncer de mama é diagnosticado precocemente, as chances de tratamento eficaz e cura são significativamente maiores.

Para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a mastologista e professora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), Dra. Renata Saliba, concedeu entrevistas a veículos de comunicação de Minas Gerais, como Band Minas, Rádio Itatiaia e o programa Boa Tarde Minas. 

Nas conversas, a especialista explicou os principais fatores de risco, a importância da mamografia e como os hábitos de vida podem influenciar no desenvolvimento do câncer de mama.

Confira abaixo.

Outubro rosa: campanha para prevenção do câncer de mama conta com entrevista à professora da FCM-MG, Dra. Renata Saliba

Entrevista para a Band Minas 2ª edição

Durante a campanha de prevenção e conscientização do câncer de mama, a médica mastologista e professora da FCM-MG, Dra. Renata Saliba, concedeu entrevista à Band Minas para trazer mais informações sobre a doença e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce.

Segundo estimativas, a expectativa é de quase 74 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2025, como ressaltado em entrevista.

A Dra. Renata ressalta a importância das campanhas de conscientização sobre o câncer de mama, porque este é o tipo de câncer que acomete às mulheres no país. Em Minas Gerais, são registrados mais de 7 mil casos de câncer de mama, reforçando a necessidade de realização periódica da mamografia

De acordo com a especialista, o câncer de mama pode ser identificado por meio da mamografia antes mesmo de apresentar sintomas, o que aumenta significativamente as chances de cura e possibilita tratamentos menos agressivos, afirma.

Quais fatores potencializam o surgimento do câncer de mama?

O câncer de mama de origem genética corresponde à minoria dos casos. Segundo a Dra. Renata Saliba, apenas 5% a 10% das pacientes apresentam a doença associada a fatores hereditários.

Na maioria das situações, o câncer de mama está relacionado ao estilo de vida e a fatores ambientais.

Entre os principais fatores que podem ser modificados para ajudar na prevenção do câncer de mama, a especialista destaca:

  • controle do peso corporal;
  • alimentação saudável;
  • prática regular de atividade física.

Além disso, mudanças no estilo de vida da população também influenciam no aumento da incidência de câncer de mama. Atualmente, muitas mulheres têm menos filhos, engravidam mais tarde e amamentam por menos tempo.

Também é mais comum o uso prolongado de hormônios ao longo da vida reprodutiva ou como reposição hormonal após a menopausa. Somado a isso, o aumento das taxas de obesidade contribui para elevar o risco de câncer de mama.

De forma geral, o surgimento do câncer de mama é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e comportamentais. O estresse e o estilo de vida também podem influenciar no desenvolvimento da doença.

Acessibilidade da prevenção do câncer de mama

A Dra. Renata destaca que existem mamógrafos disponíveis em todo o país, mas muitas mulheres ainda deixam de realizar o exame de forma regular.

Em muitos casos, o motivo é o medo do diagnóstico ou a falta de informação sobre a importância da prevenção do câncer de mama.

Por isso, campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais para incentivar a realização da mamografia. O exame é capaz de identificar o câncer de mama em estágios iniciais, muitas vezes antes mesmo de qualquer alteração física perceptível.

A mamografia é considerada o principal método de rastreamento do câncer de mama. Outros exames de imagem podem ser utilizados, mas geralmente têm papel complementar no diagnóstico.

O autoexame das mamas ainda é um tema controverso. Segundo a professora da FCM-MG, algumas das mulheres realizam o toque nas mamas, não percebem alterações e acabam deixando de fazer a mamografia.

Por isso, o mais importante é que a mulher conheça o próprio corpo, observe possíveis mudanças e mantenha os exames de rastreamento em dia.

Confira a entrevista completa aqui.

Entrevista para a Rádio Itatiaia sobre câncer de mama

Em entrevista à Rádio Itatiaia, a Dra. Renata destacou que, em 2022, o câncer de mama foi a principal causa de morte por câncer entre mulheres em Minas Gerais, com 1.793 óbitos registrados.

Durante a conversa, a mastologista Dra. Renata Saliba reforçou que a mamografia é fundamental para reduzir a mortalidade por câncer de mama, pois permite identificar a doença antes do surgimento dos sintomas.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres realizem mamografia anualmente a partir dos 40 anos.

Já o Ministério da Saúde orienta que as pacientes façam o exame a partir dos 50 anos, a cada dois anos. No entanto, a Dra. Renata ressalta que, no Brasil, existe uma incidência significativa de câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos, o que reforça a importância da avaliação médica individualizada.

Durante a consulta ginecológica anual, também é esperado que o profissional de saúde avalie as mamas da paciente. Para mulheres mais jovens, geralmente abaixo dos 40 anos, a mamografia não costuma ser indicada, exceto em casos de histórico familiar de câncer de mama.

Segundo a especialista, manter hábitos de vida saudáveis pode reduzir em até um terço o risco de desenvolver câncer de mama.

O tratamento do câncer de mama é individualizado e depende das características da doença e da paciente. Entre as possibilidades terapêuticas estão:

  • cirurgia;
  • cirurgia parcial;
  • quimioterapia;
  • hormonioterapia;
  • radioterapia.

Confira a entrevista completa aqui.

Entrevista para o Programa Boa Tarde Minas

Em entrevista ao programa Boa Tarde Minas, a Dra. Renata Saliba destacou novamente a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis para reduzir o risco de câncer de mama.

A especialista recomenda a prática de 150 a 300 minutos de atividade física por semana, como forma de ajudar na prevenção da doença.

Para mulheres que não possuem plano de saúde, a mamografia pode ser realizada gratuitamente em postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama.

Confira a entrevista completa aqui.

Quem é a Dra. Renata Saliba?

A Dra. Renata Saliba é uma renomada mastologista, especializada em cirurgia de mama e saúde da mulher. Atua como professora no Departamento de Cirurgia da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, médica no hospital Mater Dei, e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional MG.

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FAQ: dúvidas frequentes

1. O que é o câncer de mama e por que ele é tão preocupante?

O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais comuns entre mulheres e uma das principais causas de morte feminina no Brasil. Quando diagnosticado precocemente, as chances de tratamento eficaz e cura são muito maiores.

2. Qual exame é mais importante para detectar o câncer de mama?

A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama. Ela pode identificar a doença antes mesmo do surgimento de sintomas ou alterações perceptíveis nas mamas.

3. Quais fatores aumentam o risco de desenvolver câncer de mama?

Entre os principais fatores estão obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e uso prolongado de hormônios. Mudanças no estilo de vida, como gravidez tardia e menor tempo de amamentação, também podem influenciar.

4. A partir de qual idade a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda para mulheres fazerem a mamografia?

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos. Já o Ministério da Saúde orienta que mulheres façam o exame a partir dos 50 anos, a cada dois anos.

5. Há formas de reduzir o risco de câncer de mama?

Sim. Manter hábitos de vida saudáveis pode reduzir o risco da doença. Praticar atividade física regularmente, controlar o peso e ter uma alimentação equilibrada são medidas importantes de prevenção.

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