O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais comum entre as mulheres e também uma das principais causas de morte feminina no Brasil. Apesar disso, quando o câncer de mama é diagnosticado precocemente, as chances de tratamento eficaz e cura são significativamente maiores.
Para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a mastologista e professora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), Dra. Renata Saliba, concedeu entrevistas a veículos de comunicação de Minas Gerais, como Band Minas, Rádio Itatiaia e o programa Boa Tarde Minas.
Nas conversas, a especialista explicou os principais fatores de risco, a importância da mamografia e como os hábitos de vida podem influenciar no desenvolvimento do câncer de mama.
Confira abaixo.

Durante a campanha de prevenção e conscientização do câncer de mama, a médica mastologista e professora da FCM-MG, Dra. Renata Saliba, concedeu entrevista à Band Minas para trazer mais informações sobre a doença e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce.
Segundo estimativas, a expectativa é de quase 74 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2025, como ressaltado em entrevista.
A Dra. Renata ressalta a importância das campanhas de conscientização sobre o câncer de mama, porque este é o tipo de câncer que acomete às mulheres no país. Em Minas Gerais, são registrados mais de 7 mil casos de câncer de mama, reforçando a necessidade de realização periódica da mamografia
De acordo com a especialista, o câncer de mama pode ser identificado por meio da mamografia antes mesmo de apresentar sintomas, o que aumenta significativamente as chances de cura e possibilita tratamentos menos agressivos, afirma.
O câncer de mama de origem genética corresponde à minoria dos casos. Segundo a Dra. Renata Saliba, apenas 5% a 10% das pacientes apresentam a doença associada a fatores hereditários.
Na maioria das situações, o câncer de mama está relacionado ao estilo de vida e a fatores ambientais.
Entre os principais fatores que podem ser modificados para ajudar na prevenção do câncer de mama, a especialista destaca:
Além disso, mudanças no estilo de vida da população também influenciam no aumento da incidência de câncer de mama. Atualmente, muitas mulheres têm menos filhos, engravidam mais tarde e amamentam por menos tempo.
Também é mais comum o uso prolongado de hormônios ao longo da vida reprodutiva ou como reposição hormonal após a menopausa. Somado a isso, o aumento das taxas de obesidade contribui para elevar o risco de câncer de mama.
De forma geral, o surgimento do câncer de mama é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e comportamentais. O estresse e o estilo de vida também podem influenciar no desenvolvimento da doença.
A Dra. Renata destaca que existem mamógrafos disponíveis em todo o país, mas muitas mulheres ainda deixam de realizar o exame de forma regular.
Em muitos casos, o motivo é o medo do diagnóstico ou a falta de informação sobre a importância da prevenção do câncer de mama.
Por isso, campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais para incentivar a realização da mamografia. O exame é capaz de identificar o câncer de mama em estágios iniciais, muitas vezes antes mesmo de qualquer alteração física perceptível.
A mamografia é considerada o principal método de rastreamento do câncer de mama. Outros exames de imagem podem ser utilizados, mas geralmente têm papel complementar no diagnóstico.
O autoexame das mamas ainda é um tema controverso. Segundo a professora da FCM-MG, algumas das mulheres realizam o toque nas mamas, não percebem alterações e acabam deixando de fazer a mamografia.
Por isso, o mais importante é que a mulher conheça o próprio corpo, observe possíveis mudanças e mantenha os exames de rastreamento em dia.
Confira a entrevista completa aqui.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, a Dra. Renata destacou que, em 2022, o câncer de mama foi a principal causa de morte por câncer entre mulheres em Minas Gerais, com 1.793 óbitos registrados.
Durante a conversa, a mastologista Dra. Renata Saliba reforçou que a mamografia é fundamental para reduzir a mortalidade por câncer de mama, pois permite identificar a doença antes do surgimento dos sintomas.
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres realizem mamografia anualmente a partir dos 40 anos.
Já o Ministério da Saúde orienta que as pacientes façam o exame a partir dos 50 anos, a cada dois anos. No entanto, a Dra. Renata ressalta que, no Brasil, existe uma incidência significativa de câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos, o que reforça a importância da avaliação médica individualizada.
Durante a consulta ginecológica anual, também é esperado que o profissional de saúde avalie as mamas da paciente. Para mulheres mais jovens, geralmente abaixo dos 40 anos, a mamografia não costuma ser indicada, exceto em casos de histórico familiar de câncer de mama.
Segundo a especialista, manter hábitos de vida saudáveis pode reduzir em até um terço o risco de desenvolver câncer de mama.
O tratamento do câncer de mama é individualizado e depende das características da doença e da paciente. Entre as possibilidades terapêuticas estão:
Confira a entrevista completa aqui.
Em entrevista ao programa Boa Tarde Minas, a Dra. Renata Saliba destacou novamente a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis para reduzir o risco de câncer de mama.
A especialista recomenda a prática de 150 a 300 minutos de atividade física por semana, como forma de ajudar na prevenção da doença.
Para mulheres que não possuem plano de saúde, a mamografia pode ser realizada gratuitamente em postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama.
Confira a entrevista completa aqui.
A Dra. Renata Saliba é uma renomada mastologista, especializada em cirurgia de mama e saúde da mulher. Atua como professora no Departamento de Cirurgia da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, médica no hospital Mater Dei, e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional MG.
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O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais comuns entre mulheres e uma das principais causas de morte feminina no Brasil. Quando diagnosticado precocemente, as chances de tratamento eficaz e cura são muito maiores.
A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama. Ela pode identificar a doença antes mesmo do surgimento de sintomas ou alterações perceptíveis nas mamas.
Entre os principais fatores estão obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e uso prolongado de hormônios. Mudanças no estilo de vida, como gravidez tardia e menor tempo de amamentação, também podem influenciar.
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos. Já o Ministério da Saúde orienta que mulheres façam o exame a partir dos 50 anos, a cada dois anos.
Sim. Manter hábitos de vida saudáveis pode reduzir o risco da doença. Praticar atividade física regularmente, controlar o peso e ter uma alimentação equilibrada são medidas importantes de prevenção.