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Inovação no tratamento do autismo: acadêmicos da Faculdade Ciências Médicas utilizam realidade virtual para ensino de emoções para crianças, adolescentes e adultos com autismo

Postado em 12 de dezembro de 2023 - Atualizado em 19 de março de 2026

Os acadêmicos do curso de Psicologia da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, Débora Ramos, Eduardo Grachet e Ester Silva, sob a orientação da Dra. Camila Graciella Santos Gomes, estão avaliando inovações no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) com realidade virtual.

A equipe está usando a Realidade Virtual (RV) como uma ferramenta para o ensino de emoções para crianças, adolescentes e adultos com TEA. Esses são pacientes da Clínica de Psicologia do Ambulatório Ciências Médicas.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por alterações na comunicação social e pela presença de interesses restritos, comportamentos repetitivos e estereotipados. A realidade virtual é uma tecnologia capaz de criar a sensação de presença em um ambiente virtual e se configura como uma ferramenta promissora para auxiliar no desenvolvimento de pessoas com TEA, pois permite que terapeutas ofereçam um ambiente seguro, replicável e diversificado durante o aprendizado. A RV simula ambientes por meio da computação gráfica, o que ensina habilidades que podem ser generalizadas para ambientes naturais. Estudos indicam que o uso de inteligência artificial, aprendizado de máquina, realidade virtual e outros métodos avançados, estão sendo utilizados para diagnósticos, intervenções à distância e simulações de ambientes controlados. 

O estudo visa avaliar os efeitos do uso de um software de realidade virtual no ensino de emoções para crianças, adolescentes e adultos com autismo. Os participantes utilizam óculos de realidade virtual (Meta Quest 2), proporcionando uma experiência imersiva e personalizada.

Qual mecanismo de realidade virtual utilizada?

A atividade, desenvolvida pela empresa Therafy, consiste em interações virtuais nas quais os participantes respondem a perguntas relacionadas ao reconhecimento de emoções. É como um game, no qual o ‘jogador’, nesse caso o paciente, entra em um jogo completamente imersivo, onde são recriadas de forma muito realistas situações como brincar no parquinho, jogar videogame, entre outras. A inteligência artificial da realidade virtual faz indagações ao ‘jogador’ quanto às emoções e sentimentos dos personagens durante estas interações e fornece recompensas conforme o jogador avança nos desafios.

Com a aplicação de técnicas avançadas, como inteligência artificial, aprendizado de máquina e realidade virtual, os acadêmicos buscam contribuir significativamente para diagnósticos, intervenções à distância e simulações em ambientes controlados.

Este estudo representa um passo importante na busca por abordagens inovadoras no tratamento do TEA. Isto porque, oferece novas possibilidades para o desenvolvimento emocional de pessoas com autismo.

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FAQ: dúvidas frequentes

1. Qual é o principal objetivo da pesquisa realizada pelos acadêmicos de Psicologia da FCM-MG?

O estudo busca avaliar os efeitos do uso de softwares de realidade virtual no ensino de emoções para pessoas com autismo. A pesquisa foca em crianças, adolescentes e adultos que são pacientes da Clínica de Psicologia do Ambulatório Ciências Médicas.

2. Por que a Realidade Virtual (RV) é uma ferramenta promissora para o TEA?

A RV cria ambientes seguros, replicáveis e controlados, permitindo que os terapeutas simulem situações do cotidiano por meio de computação gráfica. A RV facilita o aprendizado de habilidades sociais que podem ser aplicadas pelos pacientes em ambientes naturais.

3. Qual é a importância desse estudo para o desenvolvimento emocional dos pacientes com TEA?

Ele representa um avanço em abordagens inovadoras para o tratamento do transtorno, oferecendo novas possibilidades de aprendizado. O uso dessas tecnologias ajuda a superar barreiras de comunicação e comportamento repetitivo típicos do espectro autista.

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