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Professor da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais alerta sobre o aumento de casos de cancro de mama no Brasil

Postado em 3 de outubro de 2023 - Atualizado em 28 de maio de 2026

O médico e professor de Mastologia do Departamento de Ginecologia da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, Waldeir Almeida, alerta sobre a necessidade de rastreamento do cancro de mama no Brasil, durante a campanha do Outubro Rosa.

A campanha Outubro Rosa tem como objetivo compartilhar informações sobre a doença, ampliando o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento. Com isso, contribui para a redução das taxas de mortalidade ao incentivar o rastreamento do cancro de mama precoce.

Nesse contexto, o Dr. Waldeir Almeida, professor da FCM-MG, concedeu entrevistas a veículos de comunicação para levar mais informações à população. Confira a matéria completa a seguir.

Entrevista para o Estado de Minas e para o BH Eventos sobre cancro de mama

O especialista, Waldeir Almeida, alerta para a incidência de novos casos de cancro de mama, que ele classifica como quase uma epidemia

“Esse aumento provavelmente ocorreu em função de mudanças dos hábitos de vida. Hoje em dia, as mulheres têm menos filhos e tendem a amamentar menos. Além disso, o uso excessivo de hormônios e o aumento da obesidade estão associados ao aumento do risco de cancro de mama. A obesidade, por exemplo, está diretamente ligada a um aumento do risco, com pessoas com um índice de massa corporal (IMC) mais elevado apresentando uma probabilidade três vezes maior de desenvolver esse tipo de câncer.”

Segundo o especialista, a diminuição da atividade física também é um fator relevante no aumento dos casos de cancro de mama. Pessoas menos ativas tendem a apresentar maior risco de desenvolver a doença. Paralelamente, o aumento da longevidade populacional, apesar de ser um avanço positivo, implica um desafio: com vidas mais longas, a probabilidade de desenvolver o cancro de mama ao longo do tempo também cresce.

A importância do rastreamento do cancro de mama

Em entrevista, o Dr. Waldeir Almeida ressaltou a falta de organização do programa de rastreamento do cancro de mama:

“Enquanto em alguns países o rastreamento do cancro de mama é anual, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) propõe mamografias a cada dois anos, entre 50 e 69 anos. Isso pode ser problemático, considerando que no Brasil, o cancro de mama muitas vezes afeta mulheres mais jovens. Cerca de 51% das mulheres diagnosticadas com cancro de mama não se enquadram na faixa etária sugerida pelo SUS, o que significa que não têm acesso adequado ao rastreamento.”

O especialista explica que existem diferenças entre as recomendações do SUS e as orientações de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e o Colégio Brasileiro de Radiologia, que recomendam a realização da mamografia anual a partir dos 40 anos, para rastreamento do cancro de mama.

Outro desafio surgiu durante a pandemia, quando houve redução significativa na realização de exames de rastreamento do cancro de mama.

“A redução de quase 50% nas mamografias de rastreamento  do cancro de mama em algumas cidades durante esse período é preocupante, e as razões por trás dessa queda ainda não estão totalmente esclarecidas.”

Para Waldeir, é fundamental intensificar os esforços para conscientizar a população sobre a importância do rastreamento e da detecção precoce do cancro de mama. Além disso, é crucial implementar medidas que assegurem o acesso amplo e eficaz à mamografia em todo o país.

Confira a matéria no Jornal Estado de Minas.

Confira a matéria no portal BH Eventos.

Quem é o Dr. Waldeir Almeida?

Dr. Waldeir José de Almeida Júnior é médico mastologista e ginecologista, coordenador do Serviço de Mastologia da Rede Mater Dei de Saúde e do Instituto de Oncologia Ciências Médicas (IONCM). Ele também atua como professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

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FAQ – perguntas frequentes

1. Por que os casos de cancro de mama têm aumentado no Brasil?

Segundo o especialista, Dr.Waldeir Almeida, mudanças nos hábitos de vida podem influenciar esse aumento. Entre os fatores estão menor número de filhos, redução da amamentação, obesidade, sedentarismo e uso excessivo de hormônios.

2. A obesidade pode aumentar o risco de desenvolver a doença?

Sim. Pessoas com índice de massa corporal (IMC) mais elevado podem ter até três vezes mais risco de desenvolver a doença, segundo estudos citados pelo especialista.

3. A atividade física influencia no risco o cancro de mama?

Sim. A falta de atividade física está associada a um maior risco. Manter uma rotina de exercícios pode ajudar na prevenção e na promoção da saúde geral.

4. Como funciona o rastreamento do cancro de mama no Brasil pelo SUS?

O Sistema Único de Saúde recomenda a mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos, como estratégia de rastreamento populacional.

5. Por que o rastreamento do cancro de mama precoce é tão importante?

O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e cura, além de reduzir a mortalidade associada à doença.

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